quarta-feira, janeiro 09, 2008

Amor firme

Depois de ter mandado um e-mail aos amigos a dar conta deste blogue, alguns, que não sei porquê continuam a não deixar aqui comentários e depois mandam e-mails, responderam-me. Entre essas respostas, uma que dizia …desde que fui mãe uma das coisas que considero mais difícil e que me preocupa é a educação e fazê-lo feliz…
Esta é uma aflição que me persegue há algum tempo. A da educação entenda-se. Já chegámos a acordo – se bem que na teoria é sempre fácil – que não nos vamos contradizer à frente dele e que o que um disser é o que vigora. Mas, ainda assim, tenho para mim que a tarefa da educação não é de todo a mais fácil.

Há dias, ao vermos uma reportagem sobre jovens que enveredaram pelas drogas e álcool, um pai afirmava que, por muito difícil que fosse, a maneira que encontraram para lidar com o filho foi através do “amor firme”. O saber dizer não quando achamos que é merecido e manter a palavra custe o que custar, independentemente de passados dois minutos vermos que afinal podia ser um “sim”. Vou tentar usar, e abusar, deste amor.

3 comentários:

Filipa disse...

humm não sei.
Se se diz um não e depois vemos que podia ser um sim, porque não mudar de ideias em vez de se ser um pai/mãe orgulhosos? (no sentido de não admitir que se errou)?

Vai correr tudo bem, vais ver. A educação de mãe parte do coração. Esse amor faz com que façamos coisas e ultrapassemos obstáculos sem saber como.

ps: e é crianço ou criança? Nunca mais!!

beijinho grande

Sílvia disse...

Muito Mimo e Regras Quanto Baste...

Por muito que nos possamos informar, pensar, ponderar,... o nosso instinto maternal vai vencer! Lembro-me sempre da 1ª birra da Alice: estávamos no CC Vasco da Gama e não sei porquê (talvez porque era a 2ª vez que estava num Centro comercial) ela resolveu começar a gritar, quis largar a mão e atirou-se para o chão!!! Após o meu "choque" inicial, sentei-me calmamente num sofá ali perto, olhei noutra direcção e ela lá ficou... aparentemente sozinha aos berros, as pessoas a passar, a olhar, ela a chorar e eu a olhar para as montras!! Quando se cansou e parou de chorar e espernear, sentou-se no chão e ficou a olhar para mim. Nessa altura cheguei ao pé dela, dei-lhe uma beijoca e perguntei-lhe "Vamos?". Ela levantou-se e lá fomos à nossa vidinha!
É claro que nos vão desafiar, vão querer fazer as coisas à sua maneira mas ainda bem, é sinal que têm personalidade! :) Afinal a verdade é que todos nós fazemos as nossas birras de quando em vez... e se calhar não fazemos mais porque nos contemos! ;)

Concordo em absoluto com quem diz que para se sentirem seguros precisam de um adulto que lhes dê muito mimo mas que lhes imponha regras - como confiar num adulto que se deixa manipular por uma criança de 3 ou 4 anos?

Maria João disse...

Nada como ler as histórias de outras mães babadas. Vais ficar mais optimista.Outro assunto: Temos alguns produtos que os nossos rebentos já não precisam. Podem-nos fazer uma visita? Queremos ter mais espaço em casa!